As melodias marcantes e o virtuosismo que definiram a história da flauta no Brasil ganham destaque na programação radiofônica pública. Um tributo especial celebra as composições registradas pelo mestre Altamiro Carrilho, revisitando faixas que ajudaram a moldar e perpetuar a música instrumental no país.
O legado dos discos Choros Imortais
A homenagem se concentra principalmente nas obras reunidas nos volumes lançados originalmente em 1964 e 1965 da célebre coletânea Choros Imortais. Considerados referências incontestáveis do gênero, esses trabalhos contaram com a colaboração primordial do conjunto Regional do Canhoto.
Ao lado de Carrilho, as sessões de gravação contaram com instrumentistas de peso da música brasileira: Dino 7 Cordas e Meira nos violões, Canhoto no cavaquinho, Orlando Silveira ao acordeom e Gilson Martins na condução do pandeiro.
Repertório reúne joias de Pixinguinha e Jacob do Bandolim
Durante a audição dedicada a essa fase de ouro, o público poderá acompanhar interpretações memoráveis de grandes clássicos. O programa traz clássicos como “Doce de Coco”, de Jacob do Bandolim, e várias obras assinadas por Pixinguinha, a exemplo de “Carinhoso”, “Lamentos”, “Naquele Tempo”, “Sofres Porque Queres”, “Cinco Companheiros”, “Ubiratan” e “Chorei”, esta última em parceria com Benedito Lacerda.
A seleção musical é completada por outras preciosidades do choro: “Língua de Preto” (Honorino Lopes), “Harmonia Selvagem” (Dante Santoro), “Evocação” (Rubens Leal Brito), “Cuidado, Violão” (Zé Toledo), “Sonoroso” (K-Ximbinho e Del Loro), “Arranca Toco” (Jaime Tomas Florence), “Aperitivo” (Mario Rossi e Ayres da Costa Pessoa), “Entre Amigos” (Raul Silva), “Espinha de Bacalhau” (Severino Araújo e Fausto Nilo) e “O Saci da Flauta” (Aldo Taranto e José Mauro).
Temporada celebra obras fundamentais da música brasileira
A atual temporada do Roda de Choro tem como foco enaltecer registros discográficos indispensáveis. Entre os próximos homenageados já confirmados está o clarinetista K-Ximbinho, com a obra Saudades de um clarinete. O programa equilibra audições de álbuns emblemáticos e faixas gravadas em estúdio com depoimentos de pesquisadores e artistas contemporâneos que mantêm a tradição viva.
Horários de transmissão e como sintonizar
A exibição inédita vai ao ar aos domingos, às 20h, pela Rádio MEC, e conta com reapresentação às sextas-feiras, às 22h, na grade da Rádio Nacional.
Canais de transmissão da Rádio MEC
Os ouvintes podem acompanhar a transmissão no Rio de Janeiro (FM 99,3 MHz e AM 800 kHz), em Belo Horizonte (FM 87,1 MHz) e em Brasília (FM 87,1 MHz e AM 800 kHz), além de sinal via satélite pela parabólica Star One C2 e plataformas digitais.
Sintonia da Rádio Nacional
A emissora transmite o conteúdo em frequência modulada (FM) e amplitude modulada (AM) para diversas capitais, incluindo Brasília (FM 96,1 MHz e AM 980 kHz), Rio de Janeiro (FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz), São Paulo (FM 87,1 MHz), Recife (FM 87,1 MHz) e São Luís (FM 93,7 MHz), além de ondas curtas para a Amazônia e streaming pelo aplicativo oficial das Rádios EBC para celulares Android e iOS.





